sexta-feira, 17 de outubro de 2008
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
No Prelo da Memória

« NO PRELO da MEMÓRIA »
Fernando Peixoto
No prelo cerebral fica gravado
(Sem que ao menos possamos escolher)
Segredos dum percurso reservado
Que, por vezes, teimamos esconder
Aos nossos próprios olhos que já viram
Momentos de desgosto e de fraqueza
Com tal intensidade que sentiram
Como doem a mágoa e a tristeza.
Assim se escreve a Vida com lembranças
Quando o tempo se queda por instantes
E retira a poalha das heranças
Que nos restam dos tempos mais distantes.
Sai do prelo: surge então a História
Que escrevemos nas folhas da Memória.
(FERNANDO PEIXOTO)
Fernando Peixoto
No prelo cerebral fica gravado
(Sem que ao menos possamos escolher)
Segredos dum percurso reservado
Que, por vezes, teimamos esconder
Aos nossos próprios olhos que já viram
Momentos de desgosto e de fraqueza
Com tal intensidade que sentiram
Como doem a mágoa e a tristeza.
Assim se escreve a Vida com lembranças
Quando o tempo se queda por instantes
E retira a poalha das heranças
Que nos restam dos tempos mais distantes.
Sai do prelo: surge então a História
Que escrevemos nas folhas da Memória.
(FERNANDO PEIXOTO)
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Livros e Flores
terça-feira, 23 de setembro de 2008
PRIMAVERA

Quando o inverno chegar
Eu quero estar junto a ti
Pode o outono voltar
Eu quero estar junto a ti
Porque (é primavera)
Te amo (é primavera)
Te amo meu amor
Trago esta rosa (para te dar)
Trago esta rosa (para te dar)
Trago esta rosa (para te dar)
Meu amor...
Hoje o céu está tão lindo (sai chuva)
Hoje o céu está tão lindo (meu amor)
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Explosões de cores...
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Esse meu cantar

Vem de lá de muito longe
Esse meu cantar
Esse meu cantar
Vem lá das ruas desertas
Dos bares noturnos
Dos beiços babados
Dos olhos soturnos
Do jeito cansado do corpo marcado
De quem já apanhou de aroeira
Eu sou filho mais moço
Do pai que de morto
Me deixou a rua
Pra eu ver o desgosto
Do povo que vive na poeira
Quieto que a ordem é calado
E vamos ir em frente
Que a cavalo dado
Não se olha o dente
Resta finalmente
Um tempo pra cantar
Um samba rasgado
Um samba dolente
E nos feriados não vai trabalhar
Vem de lá de muito longe
Esse meu cantar...
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Este meu querer
Veraz
É meu amor a Portugal,
Perene, firme e sincero,
Como outro não há igual.
Amor…
Eterno amor de verdade,
Que a ausência da minha Pátria,
Transforma em tanta saudade !…
Amor Pátrio,
Delicado,
Que minha alma inebria,
Com tanto sabor a fado…
Que canta
Quando está triste
E chora de alegria.
Amor…
Que é transparente,
Numa lágrima furtiva,
De quem longe, a Pátria sente,
Ou na linguagem de quem,
Sabe o que é estar ausente.
Amor…
Que é quase divino,
De brumas misteriosas,
Que dá essência a quem crê,
Dum jardim que se não vê,
O perfume de mil rosas.
Neste querer,
Por te querer tanto Pátria minha,
Com doçura,
Canto para ti esta poesia,
Com palavras de ternura,
Que mitigo em nostalgia !…
(Euclides Cavaco)
sábado, 16 de agosto de 2008
Da Loucura

Da loucura
Meu caro leitor ou leitora, preciso lhe dar uma notícia que talvez você ainda não saiba. Pensei em suavizar esta notícia, pintá-la com cores mais brilhantes, enchê-la com promessas de Paraíso, visões do Absoluto, explicações esotéricas. Mas, embora tudo isto exista, não vem ao caso tocar agora nestes assuntos.
Respire fundo e prepare-se. Sou obrigado a ser direto e franco e - posso assegurar - tenho absoluta certeza do que estou dizendo. É uma previsão infalível, sem qualquer margem para dúvidas.
A notícia é a seguinte: você vai morrer.
Pode ser amanhã, pode ser daqui a 50 anos, mas - cedo ou tarde - você vai morrer. Mesmo que você não concorde. Mesmo que tenha outros planos.
Pense com todo cuidado no que você irá fazer hoje. E amanhã. E no resto dos seus dias.
(Paulo Coelho)
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