terça-feira, 24 de novembro de 2009

Você vai ser o meu escandalo


Meu amor, não pode ser
Não podemos mais fingir
Até quando vamos ter
Que esconder o nosso amor
Eu não posso mais conter
A vontade de dizer
Não consigo disfarçar
Meu amor por você
Meu bem, procure compreender
Que nada importa pra nós dois
Nem se o mundo não nos aceitar depois
Quantas vezes consegui abafar minha voz
Qualquer dia eu vou gritar o que existe entre nós dois

Saiba que você, meu bem
Meu escândalo vai ser
Quando o mundo inteiro então
Nosso amor conhecer
Meu bem, não dá pra enganar
Pois tudo está no nosso olhar
O escândalo vai ser
Quando o mundo conhecer o nosso amor

domingo, 18 de outubro de 2009

Quero


Quero que todos os dias do ano
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.

Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte,
como sabê-lo?

Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao não dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.

Exijo de ti o perene comunicado.
Não exijo senão isto,
isto sempre, isto cada vez mais.
Quero ser amado por e em tua palavra
nem sei de outra maneira a não ser esta
de reconhecer o dom amoroso,
a perfeita maneira de saber-se amado:
amor na raiz da palavra
e na sua emissão,
amor
saltando da língua nacional,
amor
feito som
vibração espacial.
No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me,
que nunca me amastes antes.

Se não me disseres urgente repetido
Eu te amoamoamoamoamo,
verdade fulminante que acabas de desentranhar,
eu me precipito no caos,
essa coleção de objetos de não-amor.


(Carlos Drumond de Andrade)

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Sol de Primavera


Quando entrar setembro
E a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão
Onde a gente plantou
Juntos outra vez
Já sonhamos juntos
Semeando as canções no vento

Mesmo assim não custa inventar
Uma nova canção
Que venha nos trazer
Sol de primavera
Abre as janelas do meu peito
A lição sabemos de cor
Só nos resta aprender
Quando entrar setembro
E a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão
Onde a gente plantou
Juntos outra vez
Já sonhamos juntos
Semeando as canções no vento

Quero ver crescer nossa voz
No que falta sonhar
Já choramos muito
Muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar
Uma nova canção
Que venha nos trazer
Sol de primavera
Abre as janelas do meu peito
A lição sabemos de cor
Só nos resta aprender






Simpatia



Simpatia - é o sentimento


Que nasce num só momento,



Sincero, no coração;



São dois olhares acesos



Bem juntos, unidos, presos



Numa mágica atração.



Simpatia - são dois galhos



Banhados de bons orvalhos



Nas mangueiras do jardim;



Bem longe às vezes nascidos,



Mas que se juntam crescidos



E que se abraçam por fim.



São duas almas bem gêmeas



Que riem no mesmo riso,



Que choram nos mesmos ais;



São vozes de dois amantes,



Duas liras semelhantes,



Ou dois poemas iguais.



Simpatia - meu anjinho,



É o canto de passarinho,



É o doce aroma da flor;



São nuvens dum céu d'agosto



É o que m'inspira teu rosto...



- Simpatia - é quase amor!






Casimiro de Abreu

Para sonhar e dançar...



Na minha opinião, ninguém como Liza Minelli para interpretar esta canção. Quanta garra! Adoro deixar-me levar pelo som desta música!
Desligue o som do blogue e venha dançar também!



Mas vamos combinar... com Frank Sinatra.... bom demais!


sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Minha Mãe



De noite a solidão vem me assaltar
De noite canto mais alto pra não chorar
De dia a saudade quer me acordar mais cedo
Mas quem me conhece aprende a me esperar

Eu nasci de noite
Filha de uma estrela
A sereia canta só pra me mimar
Eu cresci na noite
Como a lua cheia
Afastando nuvem pra te iluminar

Água-de-cheiro pra Iemanjá
A onda vai pra depois voltar
Larguei meus sonhos em alto-mar
Quem me conhece aprende a me esperar

Larguei meus sonhos em alto-mar
Meu peso em ouro pra quem achar

De noite a solidão vem me assaltar
De noite canto mais alto pra não chorar
De dia a saudade quer me acordar mais cedo
Mas quem me conhece aprende a me esperar

Eu nasci de noite
Filha de uma estrela
A sereia canta só pra me mimar
Eu cresci na noite
Como a lua cheia
Afastando nuvem pra te iluminar

Água-de-cheiro pra Iemanjá
A onda vai pra depois voltar
Larguei meus sonhos em alto-mar
Quem me conhece aprende a me esperar

Larguei meus sonhos em alto-mar
Meu peso em ouro pra quem achar

Água-de-cheiro pra Iemanjá
A onda vai pra depois voltar
Larguei meus sonhos em alto-mar
Quem me conhece aprende a me esperar

Larguei meus sonhos em alto-mar
Meu peso em ouro pra quem achar



terça-feira, 18 de agosto de 2009

Carpe Diem ( o poema completo de Horácio )




Em Latim:

Carpe diem quam minimum credula postero.

Tu ne quaesieris, scire nefas, quem mihi, quem tibi finem di dederint.

Leuconoe, nec Babylonios
temptaris numeros.

Ut melius, quidquid erit, pati.

Seu pluris hiemes seu tribuit Iuppiter ultimam, quae nunc oppositis debilitat pumicibus mare.

Tyrrhenum: sapias, vina liques et spatio brevi spem longam reseces. dum loquimur, fugerit invida.

Aetas: carpe diem quam minimum credula postero.

Tradução:

Colha o dia, confia o mínimo no amanhã.

Não perguntes, saber é proibido, o fim que os deuses darão a mim ou a você,

Leuconoe, com os adivinhos da Babilônia não brinque.

É melhor apenas lidar com o que cruza o seu caminho.

Se muitos invernos Júpiter te dará ou se este é o último, que agora bate nas rochas da praia com as ondas do mar.

Tirreno: seja sábio, beba seu vinho e para o curto prazo reescale suas esperanças.

Mesmo enquanto falamos, o tempo ciumento está fugindo de nós.

Colha o dia, confia o mínimo no amanhã.

Podemos sempre ser melhores. Basta pensarmos melhor.

Fragmentos




De repente, sinto-me transportada pela brisa da memória e revitalizo-me no perfume suave, e adocicado, das campainhas e alfazemas que tecem um sereno colchão de pétalas...Nele nos deitámos em desejo de amantes e trajecto de almas errantes, em pulsar de emoção por sermos só coração. E a árvore, sábia, contempla-nos em infinita tranquilidade cedendo-nos, gentilmente, a sombra que apazigua o calor de uma tarde de Verão.

As suas folhas guardam fragmentos de sorrisos, sussurros e toques que desvelámos em seiva de nós. (E)Ternamente pintámos em esperança de alma o número dois em seu tronco, para que saibamos sempre que estamos fundidos na pureza da (nossa) natureza.


Fecho os olhos, e um eco de saudade traz-te até mim... Aproximas-te, beijas-me e envolves em amplexo profundo... As pétalas agitam-se e parecem tocar acordes de alegria e a árvore, firme, mostra a solidez do nosso amor que ultrapassa momentos de dor... É então que sou princesa neste reino encantado no qual és meu príncipe bem-amado!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Mulherão


Peça para um homem descrever um mulherão. Ele imediatamente vai falar no tamanho dos seios, na medida da cintura, no volume dos lábios, nas pernas, bumbum e cor dos olhos. Ou vai dizer que mulherão tem que ser loira, 1,80m, siliconada, sorriso colgate.

Mulherões, dentro deste conceito, não existem muitas. Agora pergunte para uma mulher o que ela considera um mulherão e você vai descobrir que tem uma em cada esquina.

Mulherão é aquela que pega dois ônibus para ir para o trabalho e mais dois para voltar, e quando chega em casa encontra um tanque lotado de roupa e uma família morta de fome.

Mulherão é aquela que vai de madrugada pra fila garantir matrícula na escola e aquela aposentada que passa horas em pé na fila do banco pra buscar uma pensão de 200 reais.

Mulherão é a empresária que administra dezenas de funcionários de segunda a sexta, e uma família todos os dias da semana.

Mulherão é quem volta do supermercado segurando várias sacolas depois de ter pesquisado preços e feito malabarismo com o orçamento.

Mulherão é aquela que se depila, que passa cremes, que se maquia, que faz dieta, que malha, que usa salto alto, meia-calça, ajeita o cabelo e se perfuma, mesmo sem nenhum convite para ser capa de revista.

Mulherão é quem leva os filhos na escola, busca os filhos na escola, leva os filhos pra natação, busca os filhos na natação, leva os filhos pra cama, conta histórias, dá um beijo e apaga a luz.

Mulherão é aquela mãe de adolescente que não dorme enquanto ele não chega, e que de manhã bem cedo já está de pé, esquentando o leite.

Mulherão é quem leciona em troca de um salário mínimo, é quem faz serviços voluntários, é quem colhe uva, é quem opera pacientes, é quem lava roupa pra fora, é quem bota a mesa, cozinha o feijão e à tarde trabalha atrás de um balcão.

Mulherão é quem cria filhos sozinha, quem dá expediente de 8 horas e enfrenta menopausa, TPM e menstruação.

Mulherão é quem arruma os armários, coloca flores nos vasos, fecha a cortina para o sol não desbotar os móveis, mantém a geladeira cheia e os cinzeiros vazios.

Mulherão é quem sabe onde cada coisa está, o que cada filho sente e qual o melhor remédio pra azia.

Longa vida às mulheres lindas de morrer, mas mulherão é quem mata um leão por dia.

© Martha Medeiros

domingo, 2 de agosto de 2009

Boa Sorte


É só isso
Não tem mais jeito
Acabou, boa sorte

Não tenho o que dizer
São só palavras
E o que eu sinto
Não mudará

Tudo o que quer me dar
É demais
É pesado
Não há paz

Tudo o que quer de mim
Irreais
Expectativas
Desleais

That's it
There's no way
It's over, good luck

I've nothing left to say
It's only words
And what l feel
WonÂ’t change

Tudo o que quer me dar / Everything you want to give me
É demais / It's too much
É pesado / It's heavy
Não há paz / There is no peace

Tudo o que quer de mim / All you want from me
Irreais / Isn't real
Expectativas / Expectations
Desleais

Mesmo se segure
Quero que se cure
Dessa pessoa
Que o aconselha

Há um desencontro
Veja por esse ponto
Há tantas pessoas especiais

Now even if you hold yourself
I want you to get cured
From this person
Who advises you

There is a disconnection
See through this point of view
There are so many special
People in the world
So many special
People in the world
In the world
All you want
All you want

Tudo o que quer me dar / Everything you want to give me
É demais / It's too much
É pesado / It's heavy
Não há paz / There's no peace

Tudo o que quer de mim / All you want from me
Irreais / Isn't real
Expectativas / That expectations
Desleais

Now we're falling
Falling, falling
Falling into the night
Into the night
Falling, falling, falling
Falling into the night

Now we're falling
Falling, falling
Falling into the night
Into the night
Falling, falling, falling
Falling into the night

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