domingo, 3 de abril de 2016

Clariceando Lispector

Sonhe com aquilo que você quiser.


Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades
que aparecem em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem a importância
das pessoas que passam por suas vidas.

Clarice Lispector

Clariceando Lispector



“Estou desorganizada porque perdi o que não precisava? Nesta minha nova covardia – a covardia é o que de mais novo já me aconteceu, é a minha maior aventura, essa minha covardia é um campo tão amplo que só a grande coragem me leva a aceitá-la –, na minha nova covardia, que é como acordar de manhã na casa de um estrangeiro, não sei se terei coragem de simplesmente ir. É difícil perder-se. É tão difícil que provavelmente arrumarei depressa um modo de me achar, mesmo que achar-me mesmo seja de novo a mentira que vivo.”
(Clarice Lispector - do Livro: A Paixão Segundo G.H.)

segunda-feira, 14 de março de 2016

Mando-te boas energias



Tudo está no seu lugar
Graças a Deus, 
graças a Deus...
Não devemos esquecer de dizer
Graças a Deus, 
graças a Deus...

domingo, 13 de março de 2016

Felicidade


"Felicidade, se eu não estiver muito enganada, é ter noção da precariedade da vida, é estar consciente de que nada é fácil, é tirar algum proveito do sofrimento, é não se exigir de forma desumana e, apesar (ou por causa) disso tudo, conseguir ter um prazer quase indecente em estar vivo."

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Minha alma...



"Tenho dentro de mim
uma alma inquieta
age como criança 
sonha feito poeta. 

Minha alma é noturna
sempre a ouvir a voz do vento
medita, medita em seus planos
vive uma eternidade num momento... 

Extrovertida e exigente
como um pássaro quer voar
para acompanhar talvez meu pensamento
que vive vagando no ar...

Minha alma é criança
criança que quer ser gente grande
para ter sonhos diferentes
e sentir coisas que criança não sente.

Besteira! - digo a ela
ser criança é tão divina
quisera eu, ó alma minha
como tu, ser outra vez uma menina..."

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

sábado, 19 de dezembro de 2015

Verão ...



Vem chegando o verão, 
O calor no coração
Essa magia colorida 
são coisas da vida
Roubo as estrelas lá do céu
Numa noite e meia desse sabor
Pego a lua, aposto no mar
Como eu vou te ganhar?




terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Raízes ...


"O que chamam de rugas, eu chamo raízes 
_ que de seus olhos brotem flores,
e sussuros de caules azuis" 

Nossas rugas são nossa história, nossas raízes…
Nada deixa a pele mais bonita do que a alegria de uma vida bem vivida.


quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Criando um novo Eu a cada instante.





Nunca esqueci a primeira vez que a vi.  Foi em uma loja num bairro tradicional da cidade do Rio de Janeiro.  Uma senhora alta e elegante me chamou a atenção não só por sua aparência, mas, por aquela energia que só as pessoas normalmente de bem com a vida e consigo mesmas conseguem transmitir. 
Ela usava pouquíssima maquiagem, o suficiente para destacar sua beleza natural.  A pele clara e iluminada combinava perfeitamente com seus olhos azuis.   Cabelos brancos como a neve e macios como algodão, estavam presos em um coque alto e impecável, destacando ainda mais sua beleza.    A blusa com uma sutil transparência combinava com a calça de corte reto;  ambos, em tom pastel.  De gestos suaves, mas firmes ela me cumprimentou com um sorriso aberto seguido de algumas palavras bem colocadas e bem pronunciadas, em um tom de voz extremamente agradável, jovial e cheio de energia.
A naturalidade e a beleza daquela mulher, estampadas também nas pequenas rugas do rosto, refletiam a diferença em estar bem na própria pele sem a neurose de “querer parar o tempo”, assumindo elegantemente a idade que tem.     Como disse Coco Chanel: “Nada envelhece mais do que uma mulher tentando desesperadamente parecer mais jovem.”
Entretanto, nos dias de hoje a disseminação do uso de botox e das cirurgias plásticas tem causado grande corrida aos consultórios.   Não sou contra essas intervenções estéticas, mas me assusta a incontrolável busca por esses métodos  - sem a menor preocupação –  no intuito de segurar, controlar, prender uma “juventude datada”.  De Coco Chanel reproduzo outra frase: “A natureza lhe dá o rosto que você tem aos 20. A vida talha o rosto que você tem aos 30. Mas depende de você merecer o rosto dos 50.”
Negar a preciosidade do presente é negar a si mesma.   Nós somos o que escolhemos ser, o que vivemos e como vivemos, e assim, vamos esculpindo nossa vida, preferencialmente agregando algum valor, conhecimento e sabedoria a ela. 
Nada é permanente ao longo do tempo.   Essa impermanência – um princípio budista – opera diariamente em nossas vidas.  Tudo muda, tudo evolui recriando-se a cada instante.  Em alguns casos esse processo pode gerar em algumas pessoas profunda ansiedade e angústia… Ao negarmos isto, a experiência poderá ficar comprometida.
Recriar-se e reinventar-se são processos internos, contínuos.  Com o tempo, vamos aprendendo a lidar com o sentimento de desapego, a liberar as emoções… a cada novo pensamento, a cada novo movimento, a cada nova conquista que fazemos em  nossas vidas; criando um novo Eu a cada instante.

Adoro Reticências...







"Adoro Reticências...
Aqueles três pontos intermitentes que insistem em dizer
que nada está fechado, 
que nada acabou, que algo sempre está por vir!
A vida se faz assim!
Nada pronto, nada definido.
Tudo sempre em construção.
Tudo ainda por se dizer...
Nascendo...
Brotando...
Compartilhando...
Vivo assim...
Numa eterna reticência...
Para que colocar ponto final?
O que seria de nós sem a expectativa de continuação?"


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