segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Borboletas (Mário Quintana)







Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de
se decepcionar é grande.


As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.


Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.


As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.


Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.


Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você. 


O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você. 


No final das contas, você vai achar
não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

As fontes revitalizadoras



O dia a dia, a rotina demandam um movimento contínuo, repetitivo, aparentemente inerte.

O sentido de organização determina que certas rotinas devam ser estabelecidas, de modo que o trabalho seja realizado com primor, disciplina e organização. Mas, em meio a rotinas, à repetição, surge sempre a necessidade do novo.

O ser humano está em constante desenvolvimento e novos horizontes precisam, continuamente, ser vislumbrados. É este o alimento da alma, enquanto ao corpo bastam a comida e a bebida… a alma, definitivamente, alimenta-se de expansão.

E algumas pessoas limitam-se, ingenuamente, às rotinas, ignorando a própria fome existencial. Agem como crianças famintas e ignorantes, exigindo que um terceiro compreenda-lhe as necessidades.

Sentem tédio, enclausuramento, falta de sentido, que são piores do que prisão. É a prisão mental, uma restrição às próprias formas de pensar, às próprias soluções e métodos; é um não ter para onde ir, ainda que se caminhe trezentos quilômetros por dia.

Ir além requer, acima de tudo, saber chegar-se às fontes revitalizadoras: ouvir uma boa música, ler um bom livro, ver um filme, ouvir uma palestra com alguém que seja, de fato, inspirador e propulsionador de novas formas de pensar.
É discernir entre o momento em que se ajuda e aquele em que se é ajudado. É ajudar-se. É um trabalho importantíssimo, que deve ser constante, tal qual as refeições, tal qual a higienização do corpo.

Acredito ser esta a gasolina da vida.