segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Tantinho

Tantinho
Carlinhos Brown

Decunde Odá
Odara, Odara
Thiriririri Yara
Oh oh yeah
Dá, Odara, Odara
Thiriririri Yara
Fiz essa canção em coma de amor
Como sou feliz e sei que estou
Nunca amei ninguém um tantinho assim
Sem gostar de quem gostar de mim
Fiz essa canção pro tempo passar
Como estou só quero te abraçar
Se é ilusão desligue a razão
Pra bater feliz meu coração
Agora que subi ladeira, sossego
Que a poesia em minha horta choveu
Eu te quero aqui
Bem-vinda a minha vida linda, calor
Você é vitamina, guia e é show
Vem grudar em mim
Por isso então dá-me tua mão
Por isso então dá-me tu amor
Por isso então dá-me tu amor
(2x)
Odara, Odara
Thiriririri Yara
Oh oh Yeah
Dá, Odara, Odara
Thiriririri Yara
Hey, hey
Come on
Hey
Agora que subi ladeira sossego
Que a poesia em minha horta choveu
I Just want you here
(So much Love)
Bem vinda a minha vida linda, calor
(So much Love)
Você é vitamina, guia e é show
(So much Love)
Uh get close to me
(So much Love)
Por isso então dá-me tua mão
(So much Love)
Por isso então dá-me tu amor
(So much Love)
Por isso então dá-me tu amor
Como I love you
Como I need you
E o meu coração só quer lhe amar
Como I love you
Como I need you
E só quer saber de andar colado
Como I love you
Como I need you
E o meu coração só quer lhe amar
Como I love you
Como I need you
E só quer saber yeah, yeah
Odara, Odara
Thiriririri Yara
Oh oh Yeah
Dá, Odara, Odara
Thiriririri Yara

http://youtu.be/saNHnZlAsEI


terça-feira, 13 de novembro de 2012

Que vida boa, meu Deus! Muito obrigada!

"Eita vida besta, meu Deus!"
Tenho 52 anos e sou feliz. Percebi a minha idade somente ontem... Eu achava que ainda tinha 50!
Tenho netas, poucos amigos, uma grande família e um amor.
Tenho também, bem à minha frente, dois ovos fritos e um pão. Ah, um copo de coca-cola! E, enquanto contemplo extasiada este prato simples, mas que irá matar a minha fome, lembro-me das crianças de rua, dos deficientes físicos, dos órfãos, das viúvas e dos oprimidos. Lembro-me dos meninos na favela, empunhando metralhadoras como se fosse brinquedo e lembro-me dos viciados, dos desempregados, dos infelizes, dos rotos, dos detentos, dos loucos e dos rebentos.
"Eita vida besta, meu Deus!"
A gema do ovo, molhada ao pão, derrete na boca.
Tenho 52 anos e sou feliz.
E não deixarei que esta felicidade morra em mim. Nunca.
Que tenho eu com o desconserto do mundo?
Diga, Drummond: que tenho eu?!
E você me responde com a ternura de quem afaga um filho:

"Se procurar bem você acaba encontrando.
Não a explicação (duvidosa) da vida,
Mas a poesia (inexplicável) da vida..."

Carlos Drummond de Andrade


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Casa Arrumada





Casa arrumada é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo: Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante,
passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia. Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.

Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar.


Carlos Drummond de Andrade
(1902-1987)

domingo, 13 de maio de 2012

A conexão mágica. Uma crônica para mães e filhos.






“Não existe forma mais avançada de conexão que o sentimento. E nós conhecemos a fórmula desde o dia em que nascemos. Feliz Dia das Mães”.
Sim…todos conhecemos e vivenciamos, em algum ou muitos momentos da vida, essa conexão mágica que nos une a alguém, que estabelece laços e relações tão intrinsecamente fortes que estão além ou independentes dos sofisticados instrumentos tecnológicos. Mães e filhos conhecem isso. Embora através da vida tantas vezes permitam que isso se perca, ou que não se solidifique na vivência dos anos que passam, perdendo – ou ganhando, sei lá – um tempo precioso de uma encantada relação que expressa o sentimento mais louco que existe.
Porque ninguém se prepara para ser mãe, ninguém em posse de sua consciência pode afirmar que sabe ou domina todos os itens daquele intrincado fluxograma de funções e sentimentos que vão brotar assim de repente, como uma chuva rápida e intensa em tarde de verão.  Mas um dia aquela imensa barriga vira algo que pisca os olhinhos, que clama por cuidados, que cheira gostoso e ruim ao mesmo tempo, que ocupa sua casa, sua vida e sua alma como se nenhuma outra experiência na vida tivesse antes sido capaz de fazê-lo.
Se existe experiência empírica na vida, a de ser mãe larga na frente com corpos e corpos de vantagem. E ainda assim, mesmo diante do  imenso desconhecido que aquela aventura reflete, a mágica conexão se estabelece, desenhando uma sintonia tão plena, como se a vida nos tivesse sido oferecida para o instante encantado em que geramos, gestamos e sentimos. Ou se não geramos e nem gestamos, mas só sentimos. Ou se fomos gerados e gestados e agora, maduro que somos, só sentimos.
Não acredito em amores imponderáveis, acima e além das agruras, das dores, marcas e perdas que a vida nos oferece.  Mesmo entre mães e filhos, a estrada da vida não raras vezes nos leva aos caminhos tortos onde o baú dos sentimentos se rompe, deixando perder peças que não permitem que o quebra-cabeças se reconstrua do jeito que já foi um dia. Mas ainda assim há na memória afetiva os sinais que acionam a lembrança de uma conexão que perdura, que pode sempre ser retomada, que jamais se perdeu completamente entre as frequências instáveis e difusas da vida que a gente escolheu.
Somos novas pessoas a cada dia, e novas mães, e novos filhos também. Queremos muito, sofremos bastante e oferecemos, às vezes, tão pouco. Mas a mágica conexão nos possibilita voltar sempre e reconstruir a história, ou simplesmente contá-la de um jeito diferente. Nascemos filhos, viramos mães e voltamos a ser filhos, essa é a verdadeira imponderabilidade da vida. Saber preservar essa incrível conexão, a mais fantástica ferramenta tecnológica já construída, é que a grande aventura.

À minha mãe, que hoje, está ao lado de Deus Pai, todo poderoso,  a quem cuidei com o olhar de mãe, meu amor imenso. Às minhas filhas, com quem reconstruo a cada dia, ou de tempos em tempos, o aprendizado do que é ser mãe e filha, com todos os erros e acertos que essa montanha-russa às cegas nos oferece, meu amor intenso e, por que intenso, inexplicável. Às minhas netas, que hoje são a razão do meu viver! 
Feliz Dia das Mães!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Traduzir-se

Uma parte de mim é todo mundo
Outra parte é ninguém
Fundo sem fundo
Uma parte de mim é multidão
Outra parte estranheza e solidão
Uma parte de mim, pesa
Pondera
Outra parte, delira
Uma parte de mim almoça e janta
Outra parte se espanta
Uma parte de mim é permanente
Outra parte se sabe de repente
Uma parte de mim é só vertigem
Outra parte, linguagem
Traduzir uma parte noutra parte
Que é uma questão de vida ou morte
Será arte?
Será arte?


Veja este vídeo no YouTube:

http://www.youtube.com/watch?v=lPZsNQZMC9c&feature=youtube_gdata_player


Claudia Lins
Enviado via iPhone

terça-feira, 27 de março de 2012

Amo como ama o amor...



Amo como ama o amor.
Não conheço nenhuma outra razão
para amar senão amar.

Que queres que te diga,
além de que te amo,
se o que quero dizer-te é que te amo?

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Borboletas (Mário Quintana)







Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de
se decepcionar é grande.


As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.


Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.


As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.


Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.


Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você. 


O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você. 


No final das contas, você vai achar
não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

As fontes revitalizadoras



O dia a dia, a rotina demandam um movimento contínuo, repetitivo, aparentemente inerte.

O sentido de organização determina que certas rotinas devam ser estabelecidas, de modo que o trabalho seja realizado com primor, disciplina e organização. Mas, em meio a rotinas, à repetição, surge sempre a necessidade do novo.

O ser humano está em constante desenvolvimento e novos horizontes precisam, continuamente, ser vislumbrados. É este o alimento da alma, enquanto ao corpo bastam a comida e a bebida… a alma, definitivamente, alimenta-se de expansão.

E algumas pessoas limitam-se, ingenuamente, às rotinas, ignorando a própria fome existencial. Agem como crianças famintas e ignorantes, exigindo que um terceiro compreenda-lhe as necessidades.

Sentem tédio, enclausuramento, falta de sentido, que são piores do que prisão. É a prisão mental, uma restrição às próprias formas de pensar, às próprias soluções e métodos; é um não ter para onde ir, ainda que se caminhe trezentos quilômetros por dia.

Ir além requer, acima de tudo, saber chegar-se às fontes revitalizadoras: ouvir uma boa música, ler um bom livro, ver um filme, ouvir uma palestra com alguém que seja, de fato, inspirador e propulsionador de novas formas de pensar.
É discernir entre o momento em que se ajuda e aquele em que se é ajudado. É ajudar-se. É um trabalho importantíssimo, que deve ser constante, tal qual as refeições, tal qual a higienização do corpo.

Acredito ser esta a gasolina da vida.