terça-feira, 18 de agosto de 2009

Fragmentos




De repente, sinto-me transportada pela brisa da memória e revitalizo-me no perfume suave, e adocicado, das campainhas e alfazemas que tecem um sereno colchão de pétalas...Nele nos deitámos em desejo de amantes e trajecto de almas errantes, em pulsar de emoção por sermos só coração. E a árvore, sábia, contempla-nos em infinita tranquilidade cedendo-nos, gentilmente, a sombra que apazigua o calor de uma tarde de Verão.

As suas folhas guardam fragmentos de sorrisos, sussurros e toques que desvelámos em seiva de nós. (E)Ternamente pintámos em esperança de alma o número dois em seu tronco, para que saibamos sempre que estamos fundidos na pureza da (nossa) natureza.


Fecho os olhos, e um eco de saudade traz-te até mim... Aproximas-te, beijas-me e envolves em amplexo profundo... As pétalas agitam-se e parecem tocar acordes de alegria e a árvore, firme, mostra a solidez do nosso amor que ultrapassa momentos de dor... É então que sou princesa neste reino encantado no qual és meu príncipe bem-amado!

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